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Diabético tem 29 vezes mais chances de perder a visão

A Retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira no mundo. A doença é provocada por complicações do diabetes, que devido o alto nível de açúcar no sangue, causa lesões definitivas nas paredes dos vasos que nutrem a retina.

Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a retinopatia diabética é causa da cegueira, de 5% a 8% dos pacientes no mundo e responsável por 12% dos novos casos.

“A retinopatia diabética é silenciosa. Normalmente ela não manifesta sintomas e só é diagnosticada quando o paciente descobre o diabetes ou em alguns casos, anos depois disso, o que dificulta o tratamento”, afirma André Rangel, oftalmologista membro da Academia Americana de Oftalmologia (AAO).

Estima-se que no Brasil hoje, 6,1% da população – 11,5 milhões de pessoas – tenham diabetes, sendo que 5% desse total são crianças. O conselho Brasileiro de Oftalmologia acredita que 50% das pessoas com diabetes no país desenvolverão retinopatias, somando um total de 5,5 milhões de brasileiros com a doença.

De acordo com CBO, 80% dos pacientes diabéticos apresentarão algum grau de retinopatia diabética após 25 anos de instalada da doença. “Normalmente quem tem diabetes do tipo um pode manifestar a doença de 5 a 10 anos após o diagnóstico de diabetes. Já a do tipo dois pode apresentar a retinopatia no diagnóstico da doença”, conta o médico.

Um paciente diabético tem 29 vezes mais chances de ter cegueira que um paciente sem a doença. Por isso, o especialista aconselha: “Os diabéticos precisam ter um acompanhamento com um oftalmologista. E sempre controlar a taxa de glicose no sangue, diminuindo as chances de desenvolver a doença”.

Mas, o médico destaca que, apesar do alto número de pessoas com retinopatia diabética, hoje há mais conhecimento sobre a doença, mais tecnologia disponível e tratamentos que melhoram a visão do paciente. “No entanto não adianta melhorarmos a visão do paciente com laser, medicações, cirurgias, se a diabete não estiver controlada, pois o avanço da retinopatia diabética é consequente ao não controle da doença. Quando o paciente é disciplinado e tem um bom controle da diabetes, provavelmente não desenvolverá nenhum grau de retinopatia”, orienta.

Café após almoço diminui glicemia e pode reduzir risco de diabetes em 34%

O efeito positivo para a saúde foi observado com o consumo de café com ou sem açúcar, cafeinado ou não

Um estudo realizado por pesquisadores de Brasil e França com 70 mil mulheres encontrou indícios de que quem toma café na hora do almoço tem menor risco de desenvolver diabetes tipo 2. Conforme avaliado, as mulheres que tomavam um copo pequeno ou mais café na refeição tiveram um risco 34% menor de desenvolver a doença.

O efeito foi observado em café com ou sem açúcar, cafeinado ou não. Já para quem bebia café fora do horário de almoço, não foi observado diminuição do risco de desenvolver diabetes.

Há duas explicações possíveis isso: o café pode ter diminuído o risco de diabete por retardar ou reduzir a absorção de uma parte da glicose adquirida no almoço. Ou a bebida pode ter protegido da diabetes porque, depois do almoço, costuma ser tomada sem leite. A pesquisa mostrou que apenas o café sem leite reduziu o risco de desenvolver diabetes.

No entanto, ainda faltam mais estudos para que os profissionais de saúde possam dizer que beber café na hora do almoço previne, de fato, a diabete. "Ainda precisamos de um maior número de estudos para chegar a uma recomendação. Há estudos de intervenção em andamento em algumas partes do mundo e estes resultados poderão esclarecer os mecanismos envolvidos no efeito da bebida no risco de diabetes," afirmou Daniela Sartorelli, nutricionista e professora da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Ela fez a análise dos dados durante o seu pós-doutorado no Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale, na França. O estudo envolveu a análise de dados de 69.532 professoras francesas do ensino público. As mulheres tinham entre 41 e 72 anos e foram acompanhadas, em média, durante 11 anos por pesquisadores franceses interessados em estudar a relação entre dieta e doenças crônicas, como o câncer e diabetes tipo 2.

Apesar de haver pelo menos 17 estudos mostrando que o café reduz o risco de desenvolver diabetes, esta pesquisa foi pioneira ao demonstrar que o horário em que o café é consumido pode interferir no efeito. Os dados estão em artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition. As informações são da Agência USP.

Ervas milenares chinesas podem ajudar a tratar doenças como câncer e diabetes

Com a ajuda de cientistas chineses, o Ocidente está descobrindo os segredos da cura por meio de ervas milenares. Duas pesquisas mostram que as plantas de origem chinesa podem reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia, e até auxiliar no tratamento de câncer e diabetes. Os primeiros testes foram feitos em camundongos. Contudo, os pesquisadores estão confiantes de que os resultados irão ajudar a vida de milhões de pessoas em um futuro próximo.

Diabetes - Um estudo feito na China descobriu que a emodina - um composto natural que pode ser extraído de várias ervas chinesas incluindo Rheum palmatum e Polygonum cuspidatum - pode reduzir o impacto da diabetes tipo 2. Pessoas com esse tipo de doença têm resistência a insulina, hormônio responsável por regular a quantidade de glicose na corrente sanguínea. O tipo 1 da doença ocorre quando o indivíduo não consegue produzir quantidades suficientes da substância.

A fallopia japônica é uma das fontes de emodina

A pesquisa chinesa, publicada no periódico British Journal of Pharmacology, mostra que camundongos com obesidade induzida tiveram os níveis de glicose no sangue reduzidos e a resistência a insulina alterada ao receberem doses de emodina. Além disso, o tratamento proporcionou níveis saudáveis de lipídio na corrente sanguínea, diminuiu o peso dos animais e reduziu a quantidade geral de gordura.

Esse combo de efeitos benéficos seria perfeito para pacientes com diabetes do tipo 2. Pela primeira vez, foi revelado que a emodina é um potente inibidor seletivo de uma enzima chamada 11ß-HSD1. Essa enzima é a grande vilã da história - ela libera no sangue um hormônio chamado glicocorticoide, responsável por oferecer resistência a insulina. Por causa disso, os pacientes não conseguem retirar o açúcar do sangue, caracterizando o quadro da doença.

"Nosso trabalho mostrou que a extração natural de ervas chinesas pode apontar um caminho para uma nova forma de ajudar pessoas com diabetes tipo 2", disse Ying Leng, chefe da pesquisa e pesquisador da Academia de Ciências de Xangai (China). Agora, os pesquisadores precisam desenvolver substâncias que têm os mesmos efeitos da emodina e verificar se elas poderiam ser usadas como drogas terapêuticas.

Fórmula milenar - Outro estudo, feito nos EUA e conduzido pelo cientista chinês Wing Lam, da Universidade de Yale, utilizou uma combinação de ervas usadas há mais de 1.800 anos pelos chineses para tratar náuseas, vômitos e diarreia. Lam deu a mistura milenar a camundongos com câncer sob tratamento de quimioterapia. Seu trabalho foi publicado no periódico Science Translational Medicine.

A receita, conhecida na China por Huang Qin Tang e nos Estados Unidos por Scutellaria Decoction, conseguiu minimizar os efeitos gastrointestinais do forte coquetel de drogas quimioterápicas, sem diminuir a quantidade de células cancerígenas atacadas pelos compostos químicos da quimioterapia - façanha inédita no tratamento do câncer.

A quimioterapia causa vários efeitos colaterais tóxicos que são tratados com diversos remédios, cada um para um propósito específico, e a fórmula chinesa tem múltiplos compostos que agem sobre várias das causas desses problemas "de uma vez só", segundo o cientista Yung-Chi Cheng, autor sênior do artigo. Os camundongos que receberam a fórmula chinesa perderam menos peso e tiveram seus tumores mais combatidos em relação aos animais que não receberam as doses.

O preparo de ervas reduziu o nível tóxico da quimioterapia, diminuiu as inflamações e promoveu a criação de novas células do intestino. Esses resultados não são vistos com remédios atuais, que normalmente atacam apenas um mecanismo. "Essa combinação de quimioterapia e ervas representa o casamento das abordagens do Ocidente e do Oriente para tratar o câncer", disse Cheng.

"Cada dia ao seu lado, uma lição aprendida!" diz mãe de diabética de 7 anos

Quinta, dia 19, ela completou 7 anos. Foi a festa que ela quis, com todos os amigos, e nada saudável!!! Parabéns filhota! Cada dia ao seu lado, uma lição aprendida!!!

E ah… 2 anos oficialmente em Outubro, mas pra mim, e pelos exames que fiz, ela já tinha diabetes em Julho/08!!

Essa festa eu quis fazer só pras crianças, por estar dura de grana e por não ser íntima dos pais ainda. Foi muito interessante pois foi a primeira festa na turma das duas, da Vi e da Duda em que os pais deixam seus filhos e depois vão buscar. Deu muito certo. Algumas crianças não vieram mas as que vieram ficaram sem os pais. As mães acharam a ideia ótima e disseram que vão aderir. Ótimo. Mas já fiquei pensando com os meus botões… Será que a Vittoria ficaria? Será que eu deixaria? Será que os pais gostariam de ter uma criança diabética sozinha em sua casa???

Eis que no dia seguinte, ao buscar as meninas, uma das mães de uma criança que não foi perguntou como tinha sido, se os pais tinham mesmo deixado as crianças e eu disse que sim. Ela comentou que ia fazer o mesmo pra filha dela mas que EU CERTAMENTE TERIA QUE FICAR POIS ELA NÃO DÁ CONTA DA MINHA FILHA…. não ficaria a vontade nem tranquila com a Vittoria lá.

Eu podia ter falado um monte. Sobre discriminação, preconceito. Mas pera aí… se até minha mãe tem receio em ficar sozinha com ela, imagina uma mãe que não tem a menor ideia do que é diabetes e de como proceder? Em compensação, uma mãe diabética de uma colega disse que eu poderia deixá-las com ela tranquilamente que ela saberia o que fazer !!!

A Vittoria tem me questionado sobre quando começará a passar o dia na casa das colegas. E eu digo que isso vai acontecer quando ela conseguir se cuidar sozinha. Medir a glicemia, calcular os números e aplicar a insulina… porque ninguém tem obrigação de saber cuidar disso (eu acho, de verdade…). Mas no meu caso, por exemplo, se fosse uma amiga da minha filha que tivesse diabetes e que ela gostasse muito, eu me interessaria em aprender… Cada um é cada um e conhece bem suas capacidades, certo? Enquanto isso não acontece, eu vou treinando a Vittoria pra se virar. Ela já aplica insulina sozinha na perna e, com ajuda pra fazer uma prega, aplica sozinha no braço. Quanto aos cálculos.. teremos que esperar a idade certa, não tem como adiantar nem treinar.

Fotos da quinta, festa pra família e do sábado, festa pros amigos!! A Joana e o Gui vieram !!!

Aproveitando o post sobre aniversário, vou deixar um comentário aqui e a minha resposta! E gostaria que vocês comentassem também!

Por Nicole Lagonegro, 29 anos, São Paulo/SP. Mãe da Maria Vittoria e da Maria Eduarda! Não sou médica. O que eu escrevo são coisas que eu leio, que o médico da minha filha me orienta a fazer, assim como a nutricionista e outros profissionais. São minhas próprias conclusões que tem como base a observação que faço da MINHA FILHA. Não acho que exista um certo e um errado. Temos que confiar no profissional que escolhemos pra tatar desse Diabetes. Gostaria muito de saber a opinião de outras pessoas, como conduzem as coisas, o que fazem de diferente.

Nicole tem um blog sobre: Minha Filha Diabética!

Comentário: "Minha Pequena e doce Isabela, fará 2 aninhos dia 01/09. O segundo aninho de vida e o primeiro aniversario como diabética. Há 4 meses atras, descobrimos com muita surpresa e total desespero que ela estava com DM1, pra mim parece uma eternidade. Venho aqui hoje tentar através de vocês descobrir o que fazer em datas como essa. ANIVERSARIO-doces, balas, bolo, brigadeiro… Açúcar, açúcar, açúcar!!! Quero muito que ela tenha um dia especial, esse ano sei que vou tirar de letra, pois ela ainda êh muito pequena, mas quando começar a pedir pra chamar as amiguinhas o que devo servir? Nesse dia agente dobra a dose de insulina pra que nossos docinhos tenham um DOCE dia de aniversario? Fica a pergunta!
Bjs (Karen)"

Eu respondi o seguinte: "É Karen.. é complicado. Tem mães que fazem tudo diet. Tem mães que não fazem nada diet, como eu!!! O dia do aniversário, pra mim, é um dia muito importante e que eles adoram compartilhar com os amigos. É uma vez por ano. Por que não deixá-los aproveitar? Eu tenho certeza que nesse caso, vale mais a pena umas doses a mais de insulina!!! O que o seu coração diz? O que tem vontade de fazer?? Eu pensei em aproveitar a data pras crianças terem contato com coisas saudáveis, sanduichinhos naturais, sucos, frutas, etc… mas o aniversário não é o momento… É de curtição, correria, gritaria e doces!!! Aqui, de verdade… não comeram nem 1/3 do bolo, nem 1/3 dos doces… cantaram parabéns e saíram correndo pra brincar!!!"

Diabetes e cigarro, uma associação de mau gosto

Um volume enorme de evidências científicas oriundas de estudos epidemiológicos em várias populações fornece resultados muito convincentes da relação causal entre o hábito de fumar e riscos para a saúde. O tabagismo contribui para uma em cada quatro mortes nos Estados Unidos, sendo o mais importante fator de risco modificável para morte prematura.

Vários estudos realizados com pacientes portadores de diabetes demonstraram de forma muito consistente a elevação da taxa de morte prematura e outros problemas de saúde associados, sobretudo, a alterações em grandes vasos (aterosclerose em coronárias, carótidas e artérias das pernas) entre os fumantes. Ainda, o tabagismo também está associado ao desenvolvimento de lesões em pequenos vasos nos diabéticos, tais como a retinopatia e a nefropatia. Alguns estudos sugerem que o hábito de fumar esteja também associado ao próprio desenvolvimento do diabetes tipo 2 naqueles indivíduos predispostos.

Outra razão não menos importante para que o diabético pare de fumar diz respeito à melhora da capacidade aeróbica, lembrando que os exercícios físicos são componentes fundamentais no tratamento dos pacientes. Além, é claro, de uma melhor capacidade de apreciar os alimentos.

Por essas razões as sociedades médicas de tratamento de pacientes com diabetes sugerem que todos os pacientes com diabetes devem ser aconselhados a largarem o hábito. Esse aconselhamento deve fazer parte integrante do acompanhamento médico dos portadores de diabetes.

Cuidado com o exagero de bebidas diet, light ou zero

Escolher o que beber para acompanhar as refeições está ficando cada vez mais complicado. Além dos refrigerantes diet e light que já são velhos conhecidos do mercado, as indústrias estão lançando neste ano um grande número de novidades, prometendo novos sabores, novas fórmulas e garantindo que os produtos estão dentro das exigências de quem quer levar uma vida saudável. Nem mesmo a água é mais aquela velha conhecida. Agora ela vem em sabores e gaseificada.

“Apesar de não conterem açúcar e não inteferirem na glicemia, o diabético deve utilizar a água gaseificada com parcimônia”, adverte a nutricionista Paula Cristina Augusto da Costa, do Centro de Diabetes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Esse cuidado deve ser tomado principalmente se o produto for consumido acompanhando a refeição. Isso porque se o consumo for grande, a pessoa tende a perder a fome, se sentindo saciada com porções menores de alimento e correndo o risco de não ingerir a quantidade necessária de nutrientes e carboidratos para evitar uma hipoglicemia, explica a nutricionista.

O mesmo pode acontecer se o consumo ocorrer durante os lanches entre as principais refeições. Paula lembra que refrigerantes e águas com sabor passam por processo de industrialização e têm em sua composição uma série de conservantes que, se consumidos em excesso, também podem ser prejudiciais. Além disso, bebidas gasosas apresentam grande quantidade de fósforo, que em excesso no organismo atrapalha a absorção de cálcio e isso pode prejudicar o desenvolvimento de ossos e dentes das crianças. Pelo mesmo motivo, o abuso dessas bebidas é desaconselhado na prevenção da osteoporose. Bebidas com adoçante também costumam apresentar sódio em sua composição e isso, por si só, é razão para que pessoas hipertensas as consumam com moderação.

“É sempre bom que a bebida industrializada não seja a única forma de hidratação e o ideal é que a água natural seja a bebida de preferência”, ensina a especialista.

Após ingerir refrigerantes, mesmo que não seja como acompanhamento, é bom fazer a higiene bucal, em especial aqueles que contêm cafeína em sua composição, substância que pode provocar manchas nos dentes. Outro efeito da cafeína, lembra Paula, é provocar enfraquecimento nos ossos, principalmente em mulheres na fase da menopausa.

Carambola é proibida por lei a todos os portadores de insuficiência renal

A carambola ganhou destaque não por seu aroma delicioso, sabor característico, beleza exótica, ou por suas qualidades nutricionais, mas sim pela sua proibição decretada por lei a todos os portadores de insuficiência renal seja em tratamento conservador ou dialítico.

O motivo é a presença de um composto neurotóxico (que atua no sistema nervoso) na fruta que provoca intoxicação a este grupo de pessoas.

A Lei 4152 passou a vigorar em março do ano de 2008 e obriga todos os estabelecimentos de saúde, além de bares, restaurantes e comércios de alimentos a afixarem em lugar visível um cartaz alertando o público em geral, principalmente os portadores da doença renal sobre a toxidade da fruta.

Também proíbe o consumo da mesma, em qualquer forma de preparo, por estes pacientes (sucos, compotas e etc). O estabelecimento que não cumprir a lei estará sujeito a multa de R$500,00. O autor da lei baseou-se em estudos científicos.

Em 1996 a USP de Ribeirão Preto iniciou uma pesquisa e descobriu que a carambola possui uma toxina que atua no sistema nervoso, levando os pacientes renais a intoxicação com sintomas que variam desde crises de soluços, vômitos, convulsões, dentre outros e em casos mais avançados ou crônicos da insuficiência pode levar até a morte.

A carambola é um fruto de cor amarela, de polpa macia e pouco calórico, fonte de provitamina A (caroteno), vitamina C e rica também em potássio.

A intoxicação em pacientes renais acontece porque o rim não consegue exercer sua função de filtragem adequada do sangue, dessa forma a toxina bem como o potássio presentes na fruta ficam acumulados no organismo por não serem eliminados pela urina.

O excesso de potássio também não faz bem para o paciente renal e da mesma forma trazem conseqüências. Entre os sintomas do excesso de potássio citam-se: cefaléia, distúrbios cerebrais de consciência e cognitivos (conhecimentos), convulsões, arritmias cardíacas, dentre outros. No caso específico da toxina, esta se concentra no sangue, atinge os neurônios e provoca os sintomas já mencionados. Dessa forma há a necessidade de se realizar a hemodiálise para purificar o sangue.

Outra curiosidade que esta fruta possui é que dentre as suas variedades, as maiores e mais coloridas têm menos toxina, já as mais ácidas têm mais toxina e não bicham. Isto porque, esta segunda espécie, utiliza-se da própria toxina para defender sua árvore e seus frutos do ataque das moscas e insetos, funcionando como um inseticida biológico natural.

Vale ressaltar que a carambola só faz mal as pessoas que tenham insuficiência renal, lembrando que portadores de diabetes e hipertensão arterial, que por ventura apresentem lesão renal, também devem evitá-la para não sobrecarregar os rins.

Naturalmente, esta e outras advertências têm sido realizadas por médicos e nutricionistas a seus pacientes nos consultórios, mas sempre é válida ações dessa natureza que visam a prevenção, a saúde e o bem estar da população.

Diabéticos são mais sensíveis ao calor, diz pesquisa

O verão pode ser desconfortável para qualquer um. Mas, para quem tem diabetes, o calor e a umidade podem ser especialmente prejudiciais. Uma das complicações da diabetes, de tipo 1 e 2, é a capacidade prejudicada de se adaptar a aumentos de temperatura, o que pode causar aumentos perigosos na temperatura corporal durante o verão.

O problema por trás disso, danos aos nervos, ocorre em 60%-70% dos americanos com diabetes; pode afetar quase qualquer órgão do corpo, incluindo glândulas sudoríparas. Quando o problema impede que as glândulas trabalhem adequadamente, o corpo não consegue se resfriar quando a temperatura aumenta.

Num pequeno estudo, cientistas demonstraram isso ao comparar pacientes diabéticos e um grupo de participantes saudáveis à medida que eles eram expostos a aumentos de temperatura. Os participantes foram ligados a dispositivos que mediam a temperatura da pele, temperatura corporal e índice de suor.

Quando as temperaturas subiram, o índice de transpiração dos participantes aumentou proporcionalmente; as temperaturas corporais continuaram constantes.

"Para os diabéticos, o suor pareceu se paralisar, independente de um aumento alarmante na temperatura corporal", escreveram os cientistas. "A incapacidade generalizada dos pacientes de diabetes de suar pelo corpo teve um efeito profundo sobre a temperatura corporal".

Uma pesquisa realizada pela Mayo Clinic, no Arizona, mostra que pacientes com diabetes apresentam índices mais altos de eventos adversos - como hospitalizações, desidratação e morte - no calor. Mesmo assim, uma pesquisa recente realizada pela clínica descobriu que muitos desconheciam o risco maior de hipertermia e a necessidade de tomar precauções especiais.

Tratar é 167 vezes mais caro do que educar paciente diabético

Ficar sem comer doce é o que Dilza Nascimento do Carmo, de 47 anos, menos sente falta hoje. A vida de restrições imposta pelo diabetes tipo 2, descoberto há 26 anos, sempre se mostrou complicada, mas as coisas conseguiram piorar há três meses. “A doença tira pedaço mesmo”, afirma, exibindo o curativo no pé direito.

Dilza está nas estatísticas de portadores da doença metabólica que devido às complicações precisam amputar parte dos membros inferiores, circunstância chamada de pé diabético. Dilza também está entre os numerosos pacientes que poderiam ter custado bem mais barato ao Sistema Único de Saúde (SUS), se a política educativa em prevenção fosse mais efetiva.

“O impacto econômico do diabetes é impressionante”, afirma o professor Pierre Lefébvre, presidente da Federação Internacional do Diabetes (WDF), durante sua apresentação na Conferência Latinoamericana para o Diabetes, que acontece até o próximo domingo, dia 4, em Salvador, na Bahia. A entidade colocou na ponta do lápis as diferenças em valores dos programas educativos, das amputações e dos tratamentos ligados ao diabetes.

O custo educacional é de 3 dólares por paciente. “Já o tratamento da complicação chega a 400 dólares. A amputação, sem incluir os valores das próteses, é de 500 dólares”, completou Anil Kapur, diretor da WDF. “Uma diferença gritante.”

A diferença de 167 vezes nos valores dispensados marcou a história de Dilza e de inúmeros pacientes do Brasil, afirma o cirurgião vascular do Centro de Diabetes da Bahia (Cedeba), Cícero Fidélis. “Ainda não sabemos os reais motivos, mas em alguns pacientes o diabetes se manifesta de forma mais severa, compromete os nervos, diminiui a sensibilidade e o processo de cicatrização. Isso pode evoluir para feridas graves, que gangrenam e exigem uma amputação”, afirma o especilista. “Como não sabemos quais pacientes terão a manifestação mais grave da doença, é necessário orientar a todos. Atitudes simples podem evitar complicações sérias”, diz.

Dilza, por exemplo, não poderia ter usado chinelo de dedo, que provocou uma ferida que nunca mais fechou. Ela também não poderia ter andado descalça. Isso lhe custou o polegar do pé direito. “O jeito é me conformar agora.”

Educação na prática
O Ministério da Saúde sabe que são as complicações do diabetes – e não a doença em si – que mais oneram os cofres públicos. “É o que pesa no orçamento”, afirma Rosa Sampaio Vila Nova de Carvalho, coordenadora nacional de Hipertensão e Diabetes do Ministério da Saúde. Adriana Forti, ex presidente da Sociedade Brasileira do Diabetes e atual coordenadora da área do Estado do Ceará, lembra que além das amputações, a hemodiálise entra na conta das sequelas da doença metabólica. “Sabemos que 30% dos pacientes que param nas máquinas devido à falência renal, é por causa do diabetes mal cuidado”, acrescenta.

“Todo o nosso investimento agora é para transformar conhecimento e os métodos educativos em atitudes práticas. Se apenas informação fosse suficiente, você não veria um médico acima do peso ou fumante”, diz Rosa, já puxando a orelha de seus colegas.

Por receber inúmeros pacientes como Dilza, outros tantos que precisam fazer hemodiálise e um sem número que ficam internados por complicações metabólicas, o Cedeba da Bahia saiu a campo, em 2006, com o desafio de transformar informação em mudança de atitude na população. “Capacitamos os agentes de saúde para que eles levassem informação de um jeito que as pessoas entendessem. Fizemos jogos didáticos para os analfabetos, brincadeiras para as crianças, jogos mais radicais para os adolescentes e os adultos”, conta a presidente do Cedeba Reine Marie Chaves Fonseca.

A análise comparativa antes e depois do treinamento mostrou uma redução de 63% das internações por diabetes e de 41% das amputações de pés diabéticos.

*A repórter viajou a convite da Fundação Mundial do Diabetes.

Até que ponto vai o esforço de uma mãe? Vale tudo pela vida de um filho?

Nicole Lagonegro, 29 anos, São Paulo/SP. Mãe da Maria Vittoria e da Maria Eduarda! Não sou médica. O que eu escrevo são coisas que eu leio, que o médico da minha filha me orienta a fazer, assim como a nutricionista e outros profissionais. São minhas próprias conclusões que tem como base a observação que faço da MINHA FILHA. Não acho que exista um certo e um errado. Temos que confiar no profissional que escolhemos pra tatar desse Diabetes. Gostaria muito de saber a opinião de outras pessoas, como conduzem as coisas, o que fazem de diferente.
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Nicole tem um blog sobre: Minha Filha Diabética!


Filme: Uma Prova de Amor
Quando pinta uma doença na família (e me desculpem os que não gostam de chamar o diabetes de doença, pra mim ele É) a gente começa a pensar em coisas que nunca ‘pensou em pensar’ na vida.

Depois da primeira crise de hipoglicemia severa, comecei a pensar mais na possibilidade de perder minha filha antes do que gostaria (e não me venham com: ah, pare com isso). É uma realidade. Temos que lidar com ela. Pode acontecer, oras, tenho que pensar no assunto.

Assim como as sequelas. Eu cuido bem, faço o tratamento direitinho, não quero que ela tenha nenhuma complicação, mas está viva, é diabética e está sujeita (sem hipocrisia, pessoas). Temos que pensar sobre o assunto. Não estou chamando doença, nem mais problemas, mas não sou tão… tão… como dizer? Não é pessimista nem otimista, mas eu ponho muito na balança as possibilidades, probabilidades, certezas, realidade, ficção, vontade e sonho….

E quanto mais leio sobre as descobertas genéticas, células tronco, me pego pensando: Será que um dia eu terei que engravidar para curar a Vittoria do diabetes? Vocês já pensaram nisso? Escolher embrião, fazer inseminação, gerar uma pessoa para curar outra. Já pensei nisso e até assistir esse filme, eu tinha uma resposta. Hoje, não tenho mais.

Essa mãe, desse filme, optou por ter uma filha geneticamente compatível com a mais velha que tinha leucemia para usar as células tronco e transplante de medula óssea e tudo mais. É um filme incrível, lembrei dele porque fui ler o blog do Athayde, e ele fala sobre esse filme.

Até que ponto vai o esforço de uma mãe? Vale tudo pela vida de um filho? Eu chorei demais. Me identifiquei muito com essa mãe, que inclusive tem outros filhos. Que largou o emprego, que balançou seu casamento. Assistam e chorem muito também. Aproveitem pra colocar tudo que tá guardado aí pra fora. Mas não assistam com seus filhos. Acho que não precisa, é muito cedo ainda. E pensem no que ele propõe.

O fisioterapeuta no tratamento do diabetes

O diabetes é uma doença que ocorre quando o pâncreas não produz mais, ou produz em menor quantidade, a insulina, hormônio responsável por “colocar” a glicose dentro da célula. E se a glicose não entra na célula, ela fica na corrente sanguínea e provoca a hiperglicemia – também conhecida como excesso de açúcar no sangue.

A doença pode trazer diversos problemas, entre eles alterações vasculares e má circulação, principalmente nas pernas e pés. Não é raro pessoas diabéticas apresentarem feridas ou bolhas causadas pelo uso de calçados apertados. Esses machucados pequenos não devem passar em branco, pois podem apresentar demora na cicatrização e até infecção – em casos mais graves, feridas não tratadas levam à amputação.

A pessoa que tem diabetes deve procurar tratamento médico para o controle dos níveis glicêmicos. Porém, para melhorar e minimizar esta complicações da má circulação, é extremamente importante a intervenção do fisioterapeuta, que atua com o grupo multidisciplinar no cuidado destes pacientes. Exercícios como alongamentos realizados de modo correto promovem melhor circulação e uma melhor distribuição sanguínea para as pernas e pés. Através de técnicas como a massoterapia, também ativa-se a circulação local.

O fisioterapeuta é o profissional responsável por manter, desenvolver e melhorar o movimento e a capacidade funcional, além de favorecer uma melhor realização das atividades de vida diária da pessoa portadora da diabetes, contribuindo de forma muito importante para a melhora na qualidade de vida. Se você tem diabetes, cuide bem da sua circulação e principalmente cuide bem dos seus pés – uma boa higienização, por exemplo, é fundamental. Examine seus pés diariamente para ver se não há machucados, e tenha cuidado ao fazer as unhas: uma simples cutícula machucada pode ter sérias consequências.

ALESSANDRA GERHARDT E VERA LÍGIA GALLI
Acadêmica de Fisioterapia da Univali e professora de Ortopedia e Traumatologia

Diabetes e problemas de saúde bucal

Existe uma ligação entre as doenças gengivais e diabetes?
Dos 21 milhões de americanos que têm diabetes, muitos podem ficar surpresos com uma inesperada complicação associada com esta condição. 1A, 2 Pesquisas sugerem que há uma prevalência aumentada de doenças gengivais (gengivite e periodontite) dentre aqueles com diabetes, somando as doenças gengivais a uma lista de outras complicações associadas com diabetes, tais como doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos (derrame cerebral) e doenças renais.3


Existe uma via de mão dupla?
Pesquisas recentes sugerem que a relação entre doenças gengivais e diabetes é uma via de mão dupla.4A Não somente as pessoas com diabetes são suscetíveis às doenças gengivais, mas esta pode ter o potencial de afetar o controle glicêmico no sangue e contribuir para a progressão do diabetes.4A,4B

Pesquisas sugerem que pessoas com diabetes têm alto risco de adquirirem problemas bucais, tais como gengivite (um estágio inicial de doença gengival) e periodontite (doença gengival avançada com perdas ósseas)5,6

Pessoas com diabetes têm um risco aumentado para doenças gengivais avançadas porque os diabéticos são geralmente mais suscetíveis às infecções bacterianas, e têm uma diminuição na capacidade de combater as bactérias que invadem o tecido gengival.6

O Surgeon General´s Report on Oral Health afirma que uma boa saúde bucal é parte integrante da saúde geral.7 Por isso, escove os dentes, use fio dental e consulte o dentista regularmente.8A

Por ser diabético corro um risco maior de ter problemas com os dentes?
Se seus níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, você tem maior chance de desenvolver gengivite e de perder dentes quando comparado a pessoas que não têm diabete. Como todas as infecções, a gengivite pode ser um fator que eleva o açúcar do sangue e torna a diabete mais difícil de ser controlada.

Outros problemas bucais relacionados com a diabete são: candidíase (sapinho- uma infecção causada por um fungo que cresce na boca), boca seca que pode causar aftas, úlceras, infecções e cáries.

Como evitar problemas dentários associados com o diabetes?
Em primeiro lugar, o mais importante é você controlar o nível de glicose no sangue. Em seguida, cuide bem dos seus dentes e gengiva e faça exames minuciosos a cada seis meses.9B,8A

Para controlar as infecções por fungo, controle bem seu diabetes, procure não fumar e, se usar dentadura, remova-a e limpe-a diariamente.9B,8A

O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.10B

Que posso esperar das minhas consultas com o dentista? Devo contar a ele que tenho diabetes?
As pessoas que têm diabetes necessitam cuidados especiais e seu dentista está preparado para ajudá-lo.9C

Mantenha seu dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde e sobre os medicamentos que estiver tomando.9C

Exceto em caso de emergência, não se submeta a qualquer procedimento dentário se o açúcar no sangue não estiver bem controlado.9C

Referências
1 American Diabetes Association. Total Prevalence of Diabetes and Pre-Diabetes. Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/prevalence.jsp. Accessed February 29, 2008.
2 American Diabetes Association. Complications of Diabetes in the United States.Available at http://www.diabetes.org/diabetes-statistics/complications.jsp. Accessed February 20, 2008.
3 American Diabetes Association. Type 2 Diabetes Complications. Available at http:www.diabetes.org/type-2-diabetes/complications.jsp. Accessed August 29, 2007.
4 Mealey, BL. Periodontal disease and diabetes: A two-way street. Journal of the American Dental Association. October 2006.
5 American Academy of Periodontology: Periodontal (Gum) Diseases Available at http://www.perio.org/consumer/2a.html. Accessed January 10, 2008.
6 Garcia RI, Henshaw MM, and Krall EA. Relationship between periodontal disease and systemic health. Periodontology 2000. 2001;25:21-36.
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9 National Institutes of Health. Prevent Diabetes Problems - Keep your teeth and gums healthy. Available at: http://diabetes.niddk.nih.gov/dm/pubs/complications_teeth/index.htm. Accessed March 18, 2008.
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* Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2010 Colgate-Palmolive.
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Por Ana Maria Santos - Voluntária do GAAD
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