"Estou aqui para deixar um recadinho para elogiar o trabalho que fazem para ajudar na conscientização dos diabéticos que fazem parte deste grupo (...). Fico muito feliz por existirem. Vocês, com criatividade, com muito carinho, brincadeiras, informações... Com certeza levam aos diabéticos que por aí chegam, uma história bem diferente daquelas que eles presumiam ser o diabetes. Eu me sinto gratificada, através de vocês, por esse magnífico trabalho voluntário que fazem!" Vera Puggina

Mande seu recado para o GAAD também!
Clique aqui

O desafio de ciclistas diabéticos na luta contra as adversidades da doença

0 comentários

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,21273340-FMM,00.jpg
O diabetes tipo 1 pode trazer desafios difíceis para atletas.
(Foto: Stuart Bradford/The New York Times)

Um time de oito ciclistas completou a maratona litorânea de bicicleta chamada Race Across America, em tempo recorde. Foi um verdadeiro feito em qualquer circunstância, mas o que fez disso algo extraordinário foi que todos eles tinham uma coisa em comum: o diabetes tipo 1.

Essa doença, às vezes chamada de diabetes juvenil, representa desafios especiais para atletas. Uma pessoa com diabetes tipo 1 não consegue produzir insulina e deve tomar injeções regulares para controlar o açúcar no sangue. No entanto, o exercício também pode levar a quedas brutais, até mesmo fatais, no nível de açúcar no sangue. A diabetes tipo 2, de longe a forma mais comum da doença, tipicamente se desenvolve mais tarde na vida, geralmente relacionada a hábitos alimentares inadequados e ganho de peso; o exercício é geralmente prescrito como uma forma de manter baixo o nível de açúcar no sangue.
A conquista dos ciclistas, que têm um patrocinador corporativo e competem sob o nome de Time Tipo 1, se tornou uma fonte de inspiração para os estimados 3 milhões de americanos com a doença, e especialmente para pais preocupados diante de um diagnóstico de diabetes tipo 1 em seus filhos.

Porém, a vitória também oferece boas lições para todos nós, salientando os benefícios da vigilância diária, quando se trata de saúde. Pelo fato de que pessoas com diabetes tipo 1 não produzem insulina, elas não podem sobreviver se não injetarem a substância antes de cada refeição, e devem usar um monitor ou fazer testes de sangue várias vezes por dia, a fim de checar seus níveis de glicose. Refeições, lanches, exercícios e medicação são cuidadosamente equilibrados. Esse regime meticuloso é necessário para prevenir complicações, que podem incluir insuficiência renal, cegueira e morte. No entanto, o controle rígido do nível de açúcar no sangue também pode resultar em um padrão invejável de controle de peso e saúde em geral.

"Estamos mostrando às pessoas que a diabetes é nossa força. Por causa dela, podemos fazer coisas incríveis", disse Phil Southerland, 27 anos, ciclista e corredor de Atlanta que fundou o time com outro ciclista diabético, Joe Eldridge. Ambos competiram em 2006 e 2007, mas não este ano. "Acho que o resto do mundo pode olhar para o time", continuou Southerland, "e dizer: 'Esses caras acabaram de vencer uma corrida de bicicleta, e fizeram isso mesmo tendo diabetes. O que posso fazer para viver uma vida mais saudável, melhor?'"

Conquistas e preocupação
As conquistas dos atletas com diabetes tipo 1 chegam em um momento de crescente preocupação sobre mudanças nos padrões da doença. Enquanto a diabetes tipo 2 está associada a um estilo de vida pouco saudável, cientistas ainda não sabem a causa da diabetes tipo 1, embora fatores autoimunes, genéticos e ambientais aparentem ter um papel importante.
Com a obesidade e péssimos hábitos de saúde aumentando entre adultos e crianças da mesma forma, é pouco surpreendente que a diabetes tipo 2 tenha aumentado de forma prevalecente. Porém, autoridades de saúde da Europa estão relatando um aumento inexplicável também na diabetes tipo 1. No mês passado, a revista médica "Lancet" relatou que a incidência estava aumentando em cerca de 4% por ano entre crianças europeias, particularmente aquelas com menos de cinco anos de idade. Nesse ritmo, o número de casos de diabetes tipo 1 irá aumentar 70% na próxima década. A doença também parece estar ganhando força nos Estados Unidos.
A rápida ascensão sugere influências ambientais, e pesquisadores estão observando possíveis fatores, incluindo partos de cesárea, infecções virais e a nutrição nos primeiros meses de vida, até mesmo deficiência de vitamina D.

A diabetes tipo 1 tem muitas faces. Talvez seu maior porta-voz seja Mary Tyler Moore, 72 anos; a indicada do presidente Barack Obama para um posto na Suprema Corte, a juíza Sonia Sotomayor, 55 anos, recebeu um diagnóstico de diabetes tipo 1 quando tinha oito anos. Jay Cutler, grande zagueiro de futebol americano, cujo passe foi recentemente comprado pelo time Chicago Bears, soube que tinha diabetes tipo 1 aos 24 anos, depois de uma perda de peso de 16 quilos e uma fadiga severa, originalmente atribuída ao estresse. Um exame físico finalmente levou ao diagnóstico.

"Quando descobri, acho que me senti mais aliviado do que qualquer outra coisa, só de saber que isso podia ser administrado", disse Cutler em entrevista. "Você sente um pouco de pena de si mesmo, mas acaba aceitando a situação." Agora, quando Cutler corre para as linhas laterais, durante um treino ou jogo, ele encontra um treinador, que checa seu nível de açúcar no sangue para garantir que ele não tenha caído a um patamar perigoso. "O treinador fica ali com um medidor, eles picam, fazem tudo, e depois dizem meu número", disse ele. "Se estamos bem, continuamos. Se o nível está baixando, tomo Gatorade."

Durante a Race Across America, os ciclistas do Time Tipo 1 usaram monitores de glicose e viajaram com um médico, comendo ou bebendo algo sempre que o nível de açúcar no sangue começava a cair. Apesar de que todos os atletas devem tomar insulina regularmente para prevenir níveis altos de açúcar no sangue, o exercício intenso faz com que a necessidade de medicação caísse de 60% a 75% durante os primeiro dias da corrida. À medida que o corpo se adapta nos últimos dias da corrida, os ciclistas devem aumentar suas injeções de insulina.

Para completar a corrida, os ciclistas se dividiram em dois times de quatro. Os primeiro quatro atletas se alternavam pedalando em velocidade máxima por 10 a 15 minutos, ou seja, cada atleta fez somente uma pequena pausa antes de ter de pedalar de novo. Após cerca de 240 quilômetros de corrida, os ciclistas, exaustos, encontraram o segundo grupo de quatro atletas, que assumiram a competição, dando aos primeiros atletas tempo para comer e descansar antes de retomar.
Apesar de problemas mecânicos, o time, que começou em Oceanside, Califórnia, chegou a Annapolis, Maryland, a 4.800 km de distância, em cinco dias, nove horas e cinco minutos. A velocidade média deles foi de 37,67 km/hora – 0,27 km melhor que os vencedores do ano passado, uma equipe profissional de noruegueses.
A matéria foi realizada juntamente com a equipe de redação do G1, o portal de notícias da Globo.

Luís Felipe Cristovon - luisfbcristovon@gmail.com
Colaborador do GAAD - Presidente

Sanofi-Aventis declara que insulina Lantus para o diabetes é segura

0 comentários

O EASD (European Association for Study of Diabetes) publicou estudo onde pesquisadores demonstraram evidências de associação entre o uso de insulina LANTUS e risco de câncer. O EASD, todavia, não recomenda a suspensão da medicação, nos que usam, ou restrições à prescrição, até que novos estudos sejam realizados.
O laboratório Sanofi-Aventis publicou nota criticando o estudo por amostragem pequena, o que interfere na análise estatística.

A notícia teve repercussões no jornal The Wall Street Journal, edição de 29/06 e na Bloomberg News (29/06)
A farmacêutica Sanofi-Aventis declarou que a insulina Lantus (insulina glargina) é segura, após uma nota de um analista ter levantado preocupações em relação à segurança do fármaco.

O porta-voz da Sanofi, Geoffroy Bessaud, referiu que os dados dos estudos clínicos, que abrangeram mais de 70 mil pacientes, assim como os dados de vigilância pós-comercialização, confirmam o forte perfil de segurança da Lantus.
O porta-voz sublinhou ainda que a segurança dos pacientes é a prioridade da Sanofi-Aventis e todos os produtos são monitorizados continuamente.

O analista da UBS, Gbola Amusa, escreveu numa nota de investigação que, em discussões com médicos, não foi possível confirmar qualquer risco de segurança, mas foram ouvidas algumas preocupações de segurança recorrentes, em particular que a Lantus pode promover o desenvolvimento de câncer.
O analista acrescentou que acredita que as bases de dados estão a ser examinadas para avaliar este ou outros riscos e não descarta a publicação de resultados nas próximas semanas.

Hormônio pode melhorar tratamento para o diabetes

0 comentários

http://blog.primeiramao.com.br/wp-content/uploads/2008/10/o-avano-poder-permitir-o-desenvolvimento-de-testes-de-deteco-mais-eficazes.jpg
Segundo investigadores norte-americanos, o hormônio adiponectina pode ser um biomarcador eficaz no tratamento da diabetes tipo 2. A adiponectina é uma hormônio metabólico que regula diversos processos, incluindo a regulação da glicose e metabolismo da gordura na produção de energia.

Estudos realizados anteriormente já haviam descoberto uma associação entre a adiponectina e a sensibilidade à insulina. Este novo estudo descobriu que os níveis da hormônio em pacientes com diabetes tipo 2 ajudavam a predizer a forma como os pacientes respondiam a certos tipos de fármacos para a doença.
A análise dos dados por parte dos investigadores revelou que os níveis de adiponectina no sangue eram capazes de predizer a ativação de receptores denominados por PPAR's (receptores ativados por proliferadores peroxisomais), que assistem os genes que contribuem na resposta das células à insulina.

Estes resultados sugerem um possível uso da adiponectina como um biomarcador utilizado para monitorizar a tolerância à glicose, bem como predizer a resposta dos pacientes a certos medicamentos para a diabetes denominados por tiazolidinedionas.

Incontinência urinária é comum em mulheres com diabetes

0 comentários

Um estudo publicado este mês na revista científica Urology indica que a prevalência de incontinência urinária frequente é alta entre as mulheres com diabetes tipo 1. Segundo os autores, especialistas da Universidade de Michigan, nos EUA, infecções urinárias e o sobrepeso estão associados ao aumento da ocorrência da perda involuntária de urina nessas mulheres.

O acompanhamento de 550 mulheres com o diabetes tipo 1 (forma autoimune da doença, não associada a fatores do estilo de vida, como obesidade) indicou que 17% delas haviam sofrido de incontinência urinária pelo menos uma vez por semana durante o ano anterior.

As análises mostraram que um maior índice de massa corporal (que mede o peso em relação à altura), idade mais avançada e o fato de ter pelo menos duas infecções urinárias durante o ano anterior estavam associados à maior ocorrência da incontinência. Porém, aquelas que foram selecionadas para um tratamento intensivo do diabetes não tiveram o risco de incontinência reduzido.
"Descobrimos evidências de que mulheres jovens e na meia-idade com diabetes tipo 1 têm uma alta prevalência de incontinência semanal, mas sem sugestão de que terapia glicêmica intensiva provavelmente evitaria ou reduziria a incontinência nessa população", explicou a pesquisadora Aruna V. Sarma.

Segundo a especialista, porém, a associação da incontinência com o aumento do peso e com a ocorrência de infecções urinárias sugere que a redução do peso e o tratamento das infecções poderiam trazer benefícios na prevenção da incontinência e na redução da severidade da condição em diabéticas.

Apesar da crise, indústria de pesquisas com células-tronco deverá crescer

0 comentários

http://1.bp.blogspot.com/_8W60QJnKSLs/R83ytMkdSoI/AAAAAAAABhM/wkvZ2Gzt6jM/s400/Celulas+Tronco.jpg
Após passar anos mergulhada em controvérsias, a pesquisa com células-tronco deverá acelerar-se devido a um clima político mais benigno, mais verbas e avanços tecnológicos.

Neste momento em que a Califórnia enfrenta um déficit orçamentário terrível, a lâmina dos cortes orçamentários paira sobre quase todos os gastos do Estado, da previdência social à educação. Mas existe uma atividade que está pronta para experimentar um crescimento saudável: a pesquisa com células-tronco.

Dezenas de novos laboratórios estão sendo equipados e centenas de cientistas têm sido recrutados. O Instituto de Medicina Regenerativa da Califórnia - criado em 2004, quando uma verba de US$ 1 bilhão para essas pesquisas foi aprovada em um referendo - está em plena atividade após os atrasos provocados por questões de ordem legal e as incertezas quanto à venda dos títulos estaduais que financiarão o projeto. Cerca de US$ 1 bilhão (700 milhões de euros, 600 milhões de libras esterlinas) foram alocados na forma de financiamentos para pesquisas, gastos com laboratórios e com outras infra-estruturas, segundo Alan Trounson, presidente do Instituto de Medicina Regenerativa da Califórnia
A Califórnia - que é conhecida como o "Estado Dourado" - é o exemplo mais drástico de uma onda crescente de gastos públicos nos Estados Unidos e no resto do mundo com as pesquisas com células-tronco, que muitos cientistas acreditam que sejam a base de um novo tipo de medicina. Nesta nova medicina, os tecidos do corpo humano danificados ou que não funcionam mais de maneira apropriada serão substituídos por novas células. Paralisada durante anos pela oposição política e a falta de verbas, a pesquisa com células-tronco - que segundo aqueles que a apoiam pode conter a chave para a cura de doenças como a diabetes, a insuficiência cardíaca, a doença de Parkinson e as lesões da coluna - ganha ímpeto

Ironicamente, no momento em que essa prática polêmica passou a aparecer menos nos noticiários, ela está experimentando um avanço científico em um ritmo sem precedentes. Os pesquisadores estão descobrindo novas maneiras de fazer células-tronco e transformá-las em sangue, cérebro, ossos e outros tecidos.
Na frente política, a chegada de Barack Obama à Casa Branca mudou o clima regulatório, já que o novo presidente dos Estados Unidos cumpriu a sua promessa de campanha no sentido de relaxar as restrições rígidas impostas sobre o orçamento federal pelo seu predecessor, George W. Bush.

Acredita-se que novas regras abrirão o caminho para que o Instituto Nacional de Saúde, a principal agência de pesquisa biomédica dos Estados Unidos, injete centenas de milhões de dólares em projetos de pesquisas com células-tronco - embora as regulamentações possam não ser tão liberais quanto alguns defensores das pesquisas esperavam. "As verbas federais para a pesquisa mais avançada com células-tronco embrionárias continuam limitadas", explica Susan Solomon, da Fundação de Células-tronco de Nova York. "Essa realidade faz com que seja um imperativo moral que os Estados que possuem sistemas de financiamento continuem financiando o trabalho que o Instituto Nacional de Saúde não pode apoiar".

O projeto de Nova York, no valor de US$ 600 milhões, é o maior depois do californiano. Existem também iniciativas de grande envergadura na Europa e na Ásia. O mundo está se tornando mais liberal quanto à regulamentação de pesquisas envolvendo embriões humanos, embora alguns países continuem limitando drasticamente tais pesquisas por motivos éticos ou religiosos.

As verbas para o setor privado também deverão aumentar. Embora todos concordem que ainda podem faltar décadas para que haja curas espetaculares, as companhias farmacêuticas e de biotecnologia acreditam que estão criando as bases para aquela que poderá transformar-se em uma indústria enorme.

Os governos têm vários motivos para financiar a pesquisa com células-tronco. As duas principais são desenvolver uma base econômica de alta tecnologia e promover o progresso médico.

As iniciativas que criaram os projetos na Califórnia e em Nova York foram lideradas por famosos porta-vozes de pacientes. "O nosso financiamento em Nova York concentra-se na descoberta de curas por meio da ciência, e não do desenvolvimento econômico do setor", diz Solomon. "Creio que o desenvolvimento econômico será uma consequência de uma ciência de excelente nível".

Até mesmo os críticos dos vastos financiamentos estatais acreditam que isso poderá valer a pena no longo prazo ao se criar uma indústria de medicina regenerativa. "Uma guerra por talentos entre os Estados não é um bom modelo de apoio à ciência norte-americana porque ela encoraja a balcanização da pesquisa", adverte James Thomson, da Universidade de Wisconsin, que foi o primeiro a extrair células-tronco de embriões humanos em 1998. "Mas, apesar disso, acredito que a Califórnia irá se beneficiar enormemente desse investimento".

Trounson, que já foi o principal pesquisador da Austrália na área de células-tronco, procura obter um equilíbrio delicado - entre o rigor científico e a impaciência dos doentes. "A necessidade deles de contar com tratamentos disponíveis o mais rapidamente possível é muito forte", afirma o pesquisador. "Eu lhes digo constantemente que estamos falando de uma escala de tempo da ordem de 10, 12, 15 anos. Eles se constituem em um grupo muito importante para lidar com políticos. Os cientistas não têm tanta influência quanto os indivíduos que representam os pacientes".

Quando um paciente pergunta quanto tempo será necessário para o desenvolvimento de tratamentos, a resposta é muitas vezes confusa porque as células-tronco - ou células imaturas - apresentam-se em vários tipos que estão em estágios diferentes de desenvolvimento clínico.
Todo mundo retém algumas células-tronco durante toda a vida para substituir os tecidos que vão morrendo. "Provavelmente existem células-tronco em todos os tecidos adultos, embora ainda não os tenhamos descoberto", diz Jonas Frisen, do Instituto Karolinska, da Suécia. A medula óssea é particularmente rica em células-tronco - e algumas pessoas argumentam que os tratamentos à base de células-tronco, na forma de transplantes de medula óssea, vêm sendo realizados há décadas.

Mas a maioria das pessoas refere-se a células embrionárias, e não adultas, quando pensa em células-tronco. Ao contrário das células-tronco adultas, que têm um potencial limitado, aquelas derivadas do embrião na sua fase inicial são "pluripotentes", apresentando, em princípio, a capacidade de gerar qualquer tecido especializado do corpo humano. O maior desafio científico nesta área é fazer com que as células-tronco embrionárias diferenciem-se de fato desta maneira.

O primeiro teste clínico de células-tronco embrionárias, aprovado em janeiro último pela Administração de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA), deverá ter início neste verão. A Geron, uma companhia californiana de biotecnologia, pretende injetar células nervosas derivadas de células-tronco embrionárias em pacientes paralisados por lesões recentes na coluna.

A fim de justificar o seu projeto, a Geron apresentou à FDA um trabalho de 21 mil páginas descrevendo 24 estudos separados nos quais o seu produto restaurou o movimento em ratos e camundongos que apresentavam lesões na coluna. Embora alguns especialistas temam que as terapias à base de células-tronco tragam o risco de câncer, os dados mostram que isso não ocorreu com os animais submetidos aos testes.
Alguns cientistas temem que esteja sendo gerado um entusiasmo excessivo em torno das células-tronco embrionárias. "O interessese da população e da mídia ainda é impressionante", diz Pete Coffey, da University College London (a mais antiga faculdade da Universidade de Londres). "Parece haver a ideia de que este é um tipo de tecnologia milagrosa".
O professor Coffey pretende realizar um teste clínico do tratamento com células-tronco da degeneração macular, uma causa importante de cegueira, em parceria com a Pfizer, a gigante norte-americana do setor farmacêutico. "Lembrem-se de que faz apenas pouco mais de dez anos que as primeiras células-tronco embrionárias foram produzidas - e, apesar disso, o teste da Geron já foi aprovado e esperamos que o nosso também conte com aprovação dentro de dois anos", afirma Coffey. "Trata-se de uma progressão notavelmente rápida da estaca zero até a fase clínica".

A maioria dos especialistas diz que, mesmo que o teste da Geron gere resultados espetaculares desde o início, ainda falta pelo menos uma década para que as terapias à base de células-tronco embrionárias tenham uma aplicação comercial generalizada. Thomson, que foi o pioneiro nesta área, diz que um prazo de 20 anos é algo mais realista.

Uma outra complicação nas últimas duas décadas foi a descoberta e o refinamento rápido das células-tronco de "pluripotência induzida". Essas células foram produzidas pela primeira vez em 2007 por cientistas japoneses e norte-americanos, incluindo Thomson. Elas parecem comportar-se exatamente como as células-tronco embrionárias, mas são produzidas diretamente a partir da pele ou outras células adultas especializadas.
Até recentemente, a produção de células-tronco de pluripotência induzida teria sido vista como uma espécie de "bio-alquimia". O cientista pega algumas células adultas, acrescenta três ou quatro genes ou proteínas, e, como por um passe de mágica, as células são reprogramadas, retrocedendo a um estado embrionário.

A vantagem ética da criação de células-tronco pluripotentes sem a utilização de embriões é óbvia. Os indivíduos que têm objeções de natureza religiosa à pesquisa com embriões viram as células-tronco de pluripotência induzida como uma resposta às suas orações.
Mas os cientistas estão mais interessados na vantagem prática da tecnologia da célula-tronco de pluripotência induzida. É bem mais fácil fazer células-tronco que são geneticamente idênticas ao paciente, já que às vezes é necessário prevenir a rejeição imunológica, do que usar a técnica de "clonagem terapêutica", que constituía-se no foco anterior das atenções científicas. Esta técnica envolve a criação de um embrião em estágio inicial de desenvolvimento com a transferência do núcleo de uma célula adulta para um ovo cujo material genético foi removido, e a seguir a cultura das células-tronco a partir do embrião.
Muitos especialistas acreditam que o advento das células-tronco de pluripotência induzida torna a clonagem terapêutica redundante. Os críticos dizem que esta última técnica exige muitos ovos humanos novos, e o uso de ovos fertilizados de animais em vez de ovos humanos ainda não se constitui em uma técnica comprovada. Alguns, como Stephen Minger, diretor do Laboratório de Biologia de Células-tronco do King's College de Londres, desejam realizar pesquisas de clonagem terapêutica paralelamente aos trabalhos com células-tronco de pluripotência induzida, mas o professor acredita que esta seja a posição de uma minoria.

No entanto, todo cientista que trabalha com células-tronco de pluripotência induzida insiste que a pesquisa com células-tronco embrionárias convencionais, obtidas a partir de embriões excedentes produzidos durante um tratamento de fertilização in vitro, deve continuar. As células-tronco humanas de pluripotência induzida são tão novas que é preciso muito mais pesquisas para que se entendam as suas propriedades e a forma como elas diferem das suas predecessoras. "Nós ainda estamos trabalhando com células-tronco embrionárias, porque as entendemos bem, e as estamos comparando com as células-tronco de pluripotência induzida", diz Thomson.

Embora as células-tronco de pluripotência induzida possam estar mais distantes da comercialização do que as células-tronco embrionárias como terapia direta para os pacientes, existem aplicações mais imediatas para as células pluripotentes em pesquisa e desenvolvimento. Elas podem ser transformadas em células especializadas para possibilitar a averiguação da segurança e da eficácia de novas drogas. E culturas de células-tronco de pluripotência induzida derivadas de pacientes prometem ser um instrumento de valor inestimável para o estudo da bioquímica de doenças específicas e para o desenvolvimento de tratamentos.

Mas até mesmo essas aplicações mais imediatas só beneficiarão os pacientes daqui a vários anos. Quem adotar uma visão de longo prazo dos gastos públicos deve elogiar a Califórnia por investir fundos estaduais escassos em um campo no qual quaisquer benefícios - sejam econômicos ou médicos - encontram-se em um futuro distante.

À busca de lucro

"Nós gostamos da tecnologia, mas não investimos em nenhuma companhia"
Os governos e, em menor escala, as instituições médicas filantrópicas têm sido os principais financiadores das pesquisas com células-tronco porque ainda falta muito para grandes retornos comerciais. Mas o setor privado está entrando nesse campo.

Entre os grandes grupos farmacêuticos, a GlaxoSmithKline foi uma pioneira no ano passado com uma parceria no valor de US$ 25 milhões (18 milhões de euros, 15 milhões de libras esterlinas) com o Instituto de Células-tronco da Universidade Harvard. Depois disso a Pfizer criou um programa de US$ 100 milhões, o Pfizer Regenerative Medicine.

Várias companhias pequenas de biotecnologia já estão trabalhando com células-tronco. Mas Steven Burrill, o banqueiro de investimentos especializado no setor de biotecnologia na Califórnia, diz que os fundos de capital estão temerosos devido aos riscos envolvidos com tecnologia, regulamentação, reembolsos futuros para tratamentos e propriedade intelectual - por exemplo, existe um verdadeiro campo minado de inscrições superpostas de patentes.
"Nós gostamos da tecnologia de células-tronco e a Burrill & Company tem observado vários companhias da área, mas não investimos em nenhuma delas", diz Burrill.

A principal companhia da área de células-tronco, a Geron da Califórnia, calcula que gastou US$ 200 milhões com o desenvolvimento de células-tronco embrionárias - incluindo US$ 45 milhões com uma técnica para tratamento de lesão de coluna que está prestes a ser submetida a testes clínicos. A ação da companhia, que era comercializada a US$ 2 no ano passado, está valendo entre US$ 6 e US$ 7. No Reino Unido, a ReNeuron está usando células-troncos neurais, derivadas de cérebros de fetos, para um tratamento de derrames.
Entre as companhias que se concentram em células-tronco adultas, a Osiris Therapeutics é a que conta com o produto mais avançado. Ele espera submeter o Prochymal, derivado de células de medula óssea, à aprovação do mercado dos Estados Unidos neste ano para o tratamento da rejeição a transplantes. Outras empresas que possuem produtos derivados de células-tronco adultas são a Aastrom Biosciences, a Cytori Therapeutics e a StemCells Inc.

Companhias como essas, que transplantam células vivas diretamente em pacientes, são as mais visíveis. Mas muitas outras estão adotando uma abordagem indireta, desenvolvendo drogas que ativam as próprias células-tronco do corpo para reparar tecidos danificados ou doentes. Entre elas estão a Fate Therapeutics, dos Estados Unidos, e a Epistem, do Reino Unido.
Duas companhias estão explorando a recente constatação de que novos neurônios são capazes de crescer em algumas regiões do cérebro adulto. A Braincells Inc., dos Estados Unidos, pretende desenvolver uma nova geração de antidepressivos por meio do estímulo do crescimento de células-tronco nervosas do paciente. A NeuroNova, da Suécia, tem como alvo a doença de Parkinson e doenças neuromotoras.

Um outro grupo de companhias está desenvolvendo células-tronco como instrumentos para que a indústria farmacêutica teste medicamentos. A Cellular Dynamics International, da qual James Thomson, o pioneiro das pesquisas com células-tronco, é co-fundador, está vendendo células de coração com este fim.
Levando em conta todas as aplicações das células-tronco, Burrill calcula que cerca de cem companhias em todo o mundo estejam atuando neste campo.

Novo medicamento promete revolucionar o tratamento do diabetes

0 comentários

Vem do Rio Grande do Sul o mais recente alento para quem luta contra o diabetes tipo 2, que atinge 15% da população mundial acima de 65 anos.
Depois de 10 anos de estudos, um químico gaúcho desenvolveu um novo medicamento para combater a enfermidade. O remédio, que promete revolucionar o tratamento da doença, tem como base uma substância especial chamada resveratrol, encontrada na uva, no suco da fruta e no vinho tinto.

Uma década atrás, o pesquisador André Arigony Souto, 43 anos, fazia as primeiras pesquisas no Laboratório de Química da PUCRS para identificar a concentração de resveratrol nos vinhos brasileiros. Na ocasião, sabia-se apenas que se tratava de uma substância antioxidante, capaz de bloquear os efeitos danosos dos radicais livres. Hoje, novos estudos revelam que ela atua diretamente em uma proteína chamada sirtuína, responsável pelo equilíbrio celular.
Na época, ao analisar uma amostragem de 36 tipos da bebida, o químico concluiu que o destilado nacional só ficava atrás do francês em relação à quantidade da substância, mas constatou um problema: se ingerido a partir da bebida ou mesmo da fruta, o composto oferecia benefícios apenas transitórios no organismo, por permanecer durante pouco tempo no corpo.
– Seria preciso beber umas cem garrafas de vinho por dia para ter um ganho maior, mas aí haveria os malefícios do álcool – explica Arigony.

Para potencializar o poder do resveratrol, a solução encontrada pelo cientista foi desenvolver uma capa – ou uma molécula, no termo químico – para envolver o produto e liberá-lo de forma gradual no organismo, prolongando seus efeitos. Essa primeira parte do estudo recebeu R$ 100 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa no Rio Grande do Sul (Fapergs) e contou com a participação de alunos de graduação, mestrado e doutorado.
Depois de conseguir inserir a substância em cápsulas, o professor decidiu dar um passo adiante, com a ajuda de outros especialistas. Ciente de que o resveratrol poderia ser usado em diferentes medicamentos, Arigony optou por desenvolver um remédio para tratar diabéticos do tipo 2.
– Já se sabia que o resveratrol tinha a capacidade de controlar a concentração de açúcar no sangue, só que ninguém havia colocado isso em prática ainda – contou.

Com patente garantida, a novidade foi licenciada para um grande laboratório brasileiro e, em março, foram iniciados os experimentos em camundongos. Conforme o professor de clínica médica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mario Saad, que está testando a formulação em ratos a pedido de Arigony, os resultados são promissores:
– O preparado realmente está reduzindo as taxas de glicemia dos animais sem ter efeitos colaterais.

Concluída essa fase, estão programados para começar no fim deste ano os experimentos com pessoas. Depois disso, com aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o medicamento ganhará as prateleiras das farmácias.
– O ideal seria desenvolvermos um medicamento multiativo, capaz de agir sobre as doenças que começam a aparecer com o envelhecimento. Esse vai ser meu novo desafio – afirma Arigony.

Pesquisa: 75% dos diabéticos não têm a doença sob controle

0 comentários

Levantamento epidemiológico inédito, realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia, aponta que três em cada quatro diabéticos do país não controlam a doença adequadamente e estão com os índices de glicemia alterados.
A pesquisa realizou exames de sangue em 6.671 diabéticos, na faixa etária de 18 a 98 anos, de 22 centros clínicos espalhados por dez cidades. Trata-se do primeiro estudo epidemiológico brasileiro a analisar a situação dos diabéticos no país. Avaliando os tipos de diabetes separadamente, o levantamento apontou que apenas 10% dos 679 portadores do tipo 1 da doença controlam-na de maneira adequada. E somente 27% dos 5.692 pacientes com o tipo 2 da doença mantêm os índices glicêmicos normais.

De acordo com o endocrinologista Antônio Roberto Chacra, diretor do Centro de Diabetes da Unifesp e coordenador do estudo, todos os participantes fizeram exame de sangue de hemoglobina glicada para medir as taxas de glicemia.
Com esse exame, é possível avaliar a variação glicêmica do paciente nos últimos três meses e não apenas no dia (como nos exames de sangue comuns). Os exames, pagos pela Pfizer, foram realizados em um único laboratório.

Complicações (Clique aqui e veja a pesquisa do GAAD - Amigos Diabéticos)
A pesquisa também avaliou se os participantes tinham algum sinal das principais complicações do diabetes não-controlado. Do total, 45% têm sinais de retinopatia diabética (problema de visão que pode levar à cegueira), 44% apresentam neuropatia (alteração nos nervos e perda da sensibilidade) e 16% já têm algum grau de alteração da função renal. Todas essas complicações são consideradas crônicas.

A literatura médica aponta que 56% dos norte-americanos também estão com a doença fora de controle, assim como 46% dos holandeses e 40% dos alemães. O pior índice é o da Tunísia, com 83% dos doentes com níveis alterados.
"Os resultados são assustadores. A gente imaginava que a doença não era controlada adequadamente pelo que observamos na prática clínica, mas não tínhamos ideia de que o índice era tão ruim.

O estudo prova que a situação no Brasil está complicada", afirma Chacra. Na opinião de médico, apesar de o SUS disponibilizar a medicação, a falta de controle da doença ocorre por vários fatores, que incluem pouco treinamento dos médicos e dos profissionais de saúde, baixa adesão dos pacientes ao tratamento, influência da alimentação e vida sedentária. "Não é um único fator que contribui para o paciente não tratar a doença adequadamente", diz.

Alimentação para o endocrinologista Roberto Betti, médico-assistente do Núcleo de Diabetes do InCor (Instituto do Coração) de São Paulo, um motivo importante para explicar por que o diabetes não é controlado corretamente é o fato de o tratamento envolver mudanças radicais e imediatas na alimentação do paciente.
"Toda vez que o assunto envolve alimentação fica mais complicado. É muito difícil fazer as pessoas mudarem seus hábitos de vida e isso acaba se tornando uma barreira. Além disso, o paciente também tem dificuldade em aderir ao tratamento medicamentoso", afirma o médico do InCor.

Betti diz ainda que a falta de serviços especializados para o tratamento da doença também é um fator dificultador. "Não temos muitos serviços especializados e a doença acaba sendo tratada por médicos generalistas. É preciso investir na criação de núcleos específicos para orientar o paciente mais adequadamente", avalia.

Marília Brito Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, elogiou a metodologia do estudo -que analisou o histórico glicêmico dos pacientes no mesmo laboratório. "Esse fator é muito importante, pois deixa o procedimento padronizado e evita possíveis distorções", diz Gomes. Ela diz que os resultados são preocupantes e ressalta os riscos de manter o diabetes fora de controle. "Se o paciente não controlar a doença, ele pode desenvolver neuropatia, nefropatia e retinopatia diabéticas. Além disso, ele tem risco aumentado para doenças cardiovasculares. Além da glicemia, é preciso controlar todos os fatores de risco", afirma.

Folha Online - bd@uol.com.br
Colaborador informativo

Extrato de maconha pode tratar diabetes e tumores cerebrais

1 comentários

Pesquisadores vão conduzir estudos para avaliar se extratos da maconha podem ser usados no tratamento do diabetes.

Extratos de maconha têm o potencial de servir de ingrediente para um fármaco contra o diabetes. Quem afirma é o cientista britânico Mike Cawthorne, responsável pelo desenvolvimento do Avandia, um dos medicamentos mais vendidos para a doença até 2007, quando um estudo apontou riscos cardíacos associados ao tratamento. As informações são do jornal inglês "The Guardian".
Cawthorne atualmente colabora com o laboratório GW Pharma, especializada em remédios à base de Cannabis sativa, em um novo setor dedicado a pesquisar tratamentos para diabetes produzidos a partir de plantas.
Existem cerca de 60 ou 70 extratos provenientes da maconha, sendo que apenas um deles, o THC, tem as propriedades psicoativas tradicionalmente associadas à planta.

Os pesquisadores vão conduzir estudos pré-clínicos para avaliar se esses extratos podem ser usados no tratamento do diabetes, e vão solicitar a licença para produzi-los caso haja sucesso.
Cawthorne afirma que um dos extratos, o canabinoide CBD, junto com o THC, compõe um medicamento produzido pelo laboratório que mostrou-se útil para elevar o bom colesterol em animais.
Recentemente, um medicamento antiobesidade que atuava nos receptores de canabinóides, o Acomplia, teve sua venda suspensa pelo fabricante devido aos efeitos psiquiátricos que produzia.

Componente da maconha atua contra tumores cerebrais
O tetra-hidrocanabinol (THC), principal componente ativo da maconha, pode ter um efeito sobre a redução e, inclusive, a destruição de células cancerígenas dos tumores, principalmente do cérebro, nos ratos e também no homem, segundo estudo da universidade Complutense de Madri publicado nesta quinta-feira (2), no "Journal of Clinical Investigation".
De acordo com o relato, cientistas injetaram uma dose diária de THC em ratos, antes contaminados com tumores cancerígenos humanos desenvolvidos até o tamanho de 250 mm3.
"A administração do THC reduziu em mais de 80% o crescimento de tumores derivados de diferentes tipos de células" cancerígenas, escreveram os pesquisadores do departamento de bioquímica da Universidade de Madri.
As células cancerígenas introduzidas nos ratos incluíam gliomas, o tipo mais frequente de câncer do cérebro, assim como células de câncer do pâncreas e de mama.

Um teste clínico realizado em dois pacientes com câncer no cérebro, normalmente muito agressivo, com injeção intracraniana de THC de 26 a 30 dias, mostrou "um processo de morte de células por autofagia", depois de uma análise das biópsias realizadas antes e após o tratamento.


Folha Online - bd@uol.com.br
Colaborador informativo

Diabéticos descontrolados são propensos a ter perda auditiva

0 comentários

Pacientes diabéticos descontrolados ou aqueles portadores de complicações cardiovasculares ou neurológicas estão mais propensos a desenvolverem perda auditiva neurossensorial, de acordo com os resultados de dois estudos recentes.
O primeiro estudo foi realizado pela doutoras Kathleen E. Bainbridge e Catherine C. Cowie (the National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases). Este estudo avaliou 472 pacientes diabéticos com idades entre 20 e 69 anos de idade, participantes de um levantamento americano chamado de National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES).
As autoras do estudo encontraram um risco seis vezes maior de perda auditiva neurossensorial de alta frequência em diabéticos portadores de neuropatia periférica e doença arterial coronariana (presença de placas de gordura nas artérias no coração).Os pacientes diabéticos descontrolados apresentavam um risco 3 vezes maior de perda auditiva de alta frequência. A perda auditiva era uniforme, independentemente da idade do paciente diabético. Os mesmos achados não foram encontrados para as perdas auditivas de média e baixa frequências.

No segundo estudo, o Dr. Mohammed Ismail da Manipal University (Mangalor, Índia,) também encontrou uma associação significativa entre a perda auditiva neurossensorial e o diabete melito descontrolado.Um total de 50 diabéticos foram comparados com 50 indivíduos controles não-diabéticos. Todos os diabéticos com hemoglobina glicosilada (exame que avalia o controle do diabete melito nos últimos 3 meses) acima de 7% (refletido um descontrole da doença), tinham algum comprometimento auditivo (56.5% tinham comprometimento leve a moderado, 35% moderado a severo, e 9% um comprometimento severo).Somente 40% dos pacientes com hemoglobina glicosilada abaixo de 7% tinham alguma grau de perda auditiva. A perda auditiva teve uma relação direta com o tempo de duração do diabete melito.
Os pesquisadores acreditam que a perda auditiva em diabéticos descontrolados seja causada por alterações circulatórias e pelo comprometimento do oitavo par de nervos cranianos (nervo vestibulococlear).

American Diabetes Association
Colaborador informativo

Combinação de insulina e vitamina C ajuda a reduzir risco de complicações

0 comentários

Investigadores norte-americanos e britânicos revelaram que a combinação de vitamina C com terapia à base de insulina pode ajudar a prevenir as complicações resultantes da diabetes.
Os investigadores da Universidade de Oklahoma e da Universidade de Warwick referiram que as descobertas sugerem que uma terapia antioxidante pode ajudar os pacientes diabéticos, cujos níveis de açúcar estão sob controle.
Neste estudo, a vitamina C foi administrada na corrente sanguínea em doses elevadas, tendo os investigadores referido que são pouco prováveis resultados semelhantes utilizando suplementos de venda livre.

O estudo, publicado na “Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism”, revelou que, mesmo quando o açúcar está sob controle, a memória das células pode fazer com que os danos continuem. Esta danificação, conhecida como disfunção endotelial, está associada a muitas das complicações graves da diabetes, mas os antioxidantes podem ajudar a apagar esta memória, de modo a que as funções celulares normalizem.
O Dr. Michael Ihnat, da Faculdade de Medicina da Universidade Oklahoma, referiu que se especulava que isto acontecia com a disfunção endotelial, mas até agora ainda não se sabia se era efetivo em humanos. Finalmente, foi possível testá-lo e provar ser verdade.
O investigador acrescentou que, para os pacientes com diabetes, isto significa que manter a glicose sob controle não é suficiente, sendo que uma terapia antioxidante em combinação com o controle da glicose irá proporcionar aos pacientes uma vantagem e diminuir a possibilidade de complicações da diabetes.

United Press International
farmacia.com.pt

Microchip implantado sob a pele medirá glicose no sangue e auxiliará no tratamento do diabetes

0 comentários

Um chip implantado sob a pele, que mede a glicose no sangue e carrega informações médicas do diabético. Tudo concentrado em um dispositivo do tamanho de um grão de feijão. Pode parecer ficção científica, mas pesquisadores da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, se aproximam da confecção de um aparelho que promete simplificar o tratamento do diabetes tipo 2, doença cerca de 10 vezes mais recorrente do que a do tipo 1, sobretudo após os 40 anos de idade.
Segundo a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad), o diabetes tipo 2 atinge cerca de 12 milhões de pessoas, cujas células adquirem resistência à insulina. O tratamento inicial inclui dieta e medicamento oral quando necessário. Com a progressão da doença, é preciso aplicar injeções subcutâneas de insulina diariamente.
A medição da glicose deve ser feita constantemente para controlar os danos causados pela hiperglicemia (excesso de glicose no sangue) por meio de ajustes na alimentação e na medicação. Atualmente, o próprio paciente pode coletar uma gota de sangue de seu dedo para fazer essa medição, mas o procedimento ainda causa grande desconforto, especialmente se realizado algumas vezes ao dia.
Para melhorar a qualidade de vida dos diabéticos, formou-se uma parceria na Unifei entre o grupo de microeletrônica, à frente o engenheiro Tales Cleber Pimenta, e o grupo de biosensores e materiais, coordenado por Álvaro Antônio Alencar de Queiroz. A equipe de Pimenta monta circuitos de baixas tensão e potência, apropriados para o implante em humanos. Já a de Queiroz pesquisa materiais que reagem eletricamente à presença de elementos no sangue.
Com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o projeto juntou essas duas tecnologias para desenvolver um microchip de longa duração capaz de detectar a quantidade de glicose no sangue.

A ideia é que os microchips possam ser implantados embaixo da pele, de forma semelhante a que é feita para monitoração de espécies ameaçadas de extinção. O dispositivo irá medir o nível de glicose no sangue e transmitir o resultado por sinal de rádio para um aparelho externo colocado sobre a pele. Esse aparelho poderá inclusive acionar uma bomba de infusão para liberação de insulina diretamente no organismo, sem que haja qualquer intervenção exterior.

Implante
A próxima etapa da pesquisa, iniciada há dois anos, é fazer outras medidas, tais como níveis de colesterol, ureia e oxigênio. Também está previsto o armazenamento de dados pessoais do paciente, como nome, tipo sanguíneo, alergias e medicamentos administrados. “Isso facilitaria muito no atendimento médico, especialmente em casos de emergência”, explica Pimenta.
O pesquisador ressalta que os microchips também são uma alternativa econômica. “Atualmente, as pessoas furam o dedo várias vezes ao dia, o que, além de causar desconforto, gasta muito material. O microchip seria um implante de longa duração sem despesas posteriores”, afirma. O acesso à nova tecnologia sairia hoje por cerca de US$ 250, contando os custos do chip, da sua implantação e do aparelho externo para medição. Os pesquisadores esperam que em dois anos o chip esteja pronto para os testes clínicos, quando se saberá se são aptos para o implante em humanos.

Marcella Huche
Ciência Hoje/RJ

Medicamento reduz o risco de amputação em diabéticos

0 comentários

Estima-se que cerca de 10% dos diabéticos sofrerá pelo menos uma amputação ao longo de sua vida. Um recente estudo demonstrou que um medicamento, chamado de fenofibrato, usado para tratar anormalidades das frações do colesterol (como os triglicerídeos elevados) é capaz de reduzir o risco de amputação em diabéticos.
Um estudo avaliou 9.795 diabéticos com idades 50 a 75 anos (média de 62,2 anos). A metade destes pacientes recebeu 200 mg de fenofibrato por dia e a outra metade, recebeu placebo (comprimidos sem ação terapêutica). Os diabéticos foram seguidos por um período mínimo de 5 anos.Todos os pacientes receberam um tratamento médico ótimo para o diabete, incluindo medicamentos para o controle do açúcar no sangue (glicemia), anti-hipertensivos, vastatinas, entre outros.
Globalmente, 115 pacientes tiveram pelo menos algum grau de amputação devido ao diabete melito.O risco relativo de amputação foi 36% menor em doentes que tomaram o fenofibrato.O benefício do fenofibrato não foi modificado pelo uso de outros medicamentos, pelo grau de controle da glicemia ou níveis do colesterol.
O número necessário de pacientes tratados com fenofibrato, para evitar pelo menos uma amputação, foi de 197.Esse número diminui para 25, nos diabéticos com úlceras nas pernas e albuminúria (perda urinária de proteínas, por uma lesão renal causada pelo diabete).

Os pesquisadores acreditam que o fenofibrato pode melhorar a cicatrização das feridas por vários mecanismos.Nenhum medicamento havia demonstrado a capacidade de reduzir o risco de amputações em pessoas com diabete melito.Os autores do estudo reconhecem que o estudo foi limitado pela falta de uma avaliação vascular mais detalhada dos pacientes antes do início do estudo.
"Alerta: nunca inicie, suspenda ou troque um medicamento sem a autorização prévia de um médico. Estas atitudes colocam a sua saúde em risco".

Portal do Coração - portaldocoracao@portaldocoracao.com.br
Lancet (2009)

Brasil: Células-tronco faz pâncreas voltar a funcionar em diabéticos

0 comentários

Um estudo brasileiro publicado recentemente no Journal of the American Medical Association (JAMA), uma das revistas médicas de maior prestígio, revela que o pâncreas de pessoas com diagnóstico recente de diabetes tipo 1 voltou a funcionar após o transplante de células-tronco do próprio paciente. "A independência de insulina desses pacientes é cada vez maior, pois com o passar dos anos seus organismos voltaram a produzir o hormônio naturalmente", comemora o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, um dos autores do estudo.
O diabetes tipo 1 surge quando o sistema imunológico, responsável por proteger o organismo contra infecções, começa a agredir as células beta, produtoras de insulina no pâncreas. O tratamento com as células-tronco regenerou o sistema imunológico dos pacientes, que parou de agredir as células beta, permitindo que voltassem a produzir o hormônio. Para verificar se o efeito podia ser atribuído à preservação das células beta pancreáticas, os pesquisadores monitoraram os níveis do peptídeo C (um precursor de insulina) durante 29,8 meses, em média.
Conduzida por médicos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, a pesquisa acompanhou 23 pacientes com diabetes tipo 1, que foram submetidos ao transplante de células-tronco, entre janeiro de 2004 e abril de 2008. "Alguns pacientes passaram a não precisar mais de reposição de insulina por períodos de até quatro anos, com bom controle da glicemia, e outros precisaram repor o hormônio em doses muito baixas", explica Couri.

Outro achado inédito foi que a utilização de sitagliptina, um medicamento aprovado para o tratamento do diabetes tipo 2, durante um curto período, aumentou os níveis de peptídeo C em dois pacientes que precisaram voltar a repor a insulina.
A sitagliptina pertence a uma nova classe de anti-hiperglicemiantes orais, os inibidores da DPP-4. Nos estudos clínicos, o medicamento demonstrou melhorar a função das células beta pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina e, em estudos em roedores, aumentou a proliferação dessas células.
Esses achados altamente promissores do uso da sitagliptina no diabetes tipo 1 merecem ser confirmados em um número maior de pacientes, durante períodos mais prolongados.

Journal of the American Medical Association - www.jama.ama-assn.org

Remédio contra o diabetes aumenta imunidade

0 comentários

Um remédio de uso comum para o controle da diabetes pode estimular o sistema imunológico e potenciar os efeitos das vacinas e tratamentos contra o câncer, publicou hoje a revista "Nature".

Uma equipe de pesquisadores das universidades de McGill e Pensilvânia descobriu que a metformina, um antidiabético muito usado, aumenta a eficácia dos linfócitos T do sistema imunológico e, portanto, das vacinas antivirais e anticancerígenas.
Os glóbulos brancos, conhecidos como linfócitos T, "guardam lembrança dos patógenos que encontraram durante infecções ou vacinações prévias", o que permite que lutem com mais rapidez contra infecções posteriores.
Esta "memória imunológica" foi estudada durante anos, mas, até agora, não se conheciam bem os mecanismos celulares envolvidos.
No entanto, os pesquisadores afirmam agora que podem "utilizar os tratamentos diabéticos para manipular a resposta das células T e aumentar a resposta do sistema imunológico perante as infecções e o câncer".
O especialista Russell Jones, da Universidade McGill, explicou que muitos genes que intervêm na regulação da diabetes também têm um papel na progressão do câncer e, além disso, existem dados que indicam que os diabéticos são mais propensos a certos tipos de câncer.
Jones disse que o estudo é o primeiro a sugerir que "centrando-se nas mesmas vias metabólicas que desempenham um papel na diabetes, é possível alterar positivamente a capacidade de resposta do sistema imunológico".

Os pesquisadores descobriram "por acaso" que a maneira como os linfócitos T metabolizam ou queimam os ácidos graxos após um pico de infecção é "essencial para criar a memória imunológica", destacou.
Eles decidiram empregar a metformina, remédio que atua no metabolismo dos ácidos graxos, para reforçar o processo de criação da memória imunológica, e demonstraram experimentalmente em ratos que o medicamento "reforça a memória das células T e a consequente imunidade protetora de uma vacina anticancerígena experimental".
Os resultados sugerem que tratamentos correntes contra a diabetes que atuam no metabolismo celular poderiam aumentar a memória das células T, estimulando o sistema imunológico, o que poderia levar a novas estratégias para vacinas e tratamentos contra o câncer.
Metformina também combate câncer em diabéticos

EFE - Agência de notícias - www.efe.com

Obesidade e diabetes dobram os riscos de insuficiência cardíaca

1 comentários

A "epidemia" dupla de obesidade e diabetes tipo 2 continuará a alimentar uma explosão dos casos de insuficiência cardíaca, segundo o cardiologista John McMurray, presidente da Associação Europeia de Insuficiência Cardíaca. Em palestra ministrada no final de maio no Heart Failure Congress 2009, realizado na França, o especialista destacou que o excesso de peso e o diabetes dobram os riscos de insuficiência cardíaca - doença cardiovascular crônica mais prevalente do mundo - e a tornam mais difícil de ser tratada.
Ele relata que um terço dos pacientes com insuficiência cardíaca tem evidências de diabetes; e, para essas pessoas, as perspectivas são sérias e o tratamento mais difícil. Além disso, a obesidade está aumentando em prevalência - segundo a maior pesquisa europeia sobre os fatores de risco cardiovascular em pacientes coronários, a obesidade aumentou de 25% no ano de 1997, para 38% em apenas dez anos para aqueles que já sofreram infarto.

Os pesquisadores destacam que a obesidade mais do que dobra os riscos de insuficiência cardíaca. E, embora os mecanismos envolvidos nessa relação não sejam totalmente entendidos, estudos indicam que há um efeito indireto via hipertensão, infarto ou diabetes, e um efeito direto sobre o músculo cardíaco.
"Sabemos que as mudanças subjacentes na estrutura e na função do coração podem ser diferentes em pacientes obesos e nos não-obesos com insuficiência cardíaca", explica o especialista. "E ainda mais intrigante é que as células adiposas podem agir como um tecido endócrino, secretando substâncias que podem ter um efeito prejudicial no tecido cardíaco e nos vasos sanguíneos".
Os especialistas relatam que, como a obesidade, o diabetes dobra os riscos de insuficiência cardíaca. Além disso, os pacientes com insuficiência cardíaca que têm também diabetes apresentariam piores sintomas e maior risco de hospitalização e morte do que os pacientes não-diabéticos. E há, ainda, uma interseção entre as duas condições, com os diabéticos tendo maior risco de ter insuficiência cardíaca, e aqueles com insuficiência cardíaca apresentando mais chances de ter diabetes. "Mas, seja qual for o fator causal, é uma notícia muito ruim para aqueles com ambas as condições", conclui o pesquisador.

O Pantaneiro - De Portal UOL
ESC Press release Heart Failure Congress 2009


Clique na imagem acima para saber mais sobre a campanha.
As opiniões e textos expressos publicados no blog, são de responsabilidade daqueles que a assinam.

gaad-amigosdiabeticos@ig.com.br